Um documentário de longa-metragem em fase de pré-produção promete lançar luz sobre como a escravidão ainda estrutura desigualdades sociais, econômicas e políticas no Brasil contemporâneo.
Desenvolvido pela Universidade Federal Fluminense (UFF), o projeto reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros em uma investigação que conecta passado e presente a partir de uma perspectiva transnacional.
Notícias relacionadas:Cais do Valongo é reconhecido como patrimônio cultural afro-brasileiro.Projetos culturais terão R$ 5 milhões para valorizar a Pequena África .Festa Literária das Periferias celebra pensadores negros no Rio.A produção integra um amplo projeto internacional financiado pelo governo britânico, que envolve instituições acadêmicas de vários países, como a University of Bristol, universidades em Gana e na Dominica, além da parceria com o’’ Cultne’’, organização brasileira dedicada à preservação da memória audiovisual da cultura negra.
À frente do roteiro e da produção no Brasil está a historiadora Ynaê Lopes dos Santos, professora do Departamento de História da UFF. Em entrevista à Agência Brasil, ela explica que o filme nasce de uma pesquisa mais ampla sobre reparações históricas da escravidão em diferentes territórios.
“A ideia é pensar não só as reverberações da escravidão atlântica de maneira comparada e conectada, mas sobretudo entender como os processos de reparação vêm sendo construídos nesses países”, afirma.
No Brasil, o documentário terá como eixo central a região da Pequena África, no Rio de Janeiro, especialmente o Cais do Valongo que é reconhecido como o maior porto de entrada de africanos escravizados nas Américas.
Rio de Janeiro (RJ), 23/11/2023 – Cais do Valongo, na zona portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil –
Rio de Janeiro, 10/03/2026 – A professora e pesquisadora do departamento de História da Universidade Federal Fluminense F, Ynaê Lopes dos Santos, conversa sobre projeto de documentário que abordará o tráfico de pessoas escravizadas que chegaram no Brasil pelo Cais do Valongo e o processo de reparação histórica. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil –








