Executivo da Nestlé contratou torturador da ditadura militar

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Executivo da Nestlé contratou torturador da ditadura militar

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O apoio empresarial à ditadura no Brasil começa a ser revelado. Uma das empresas que deixou pistas dos vínculos com o regime de opressão é a Nestlé.

O episódio 2, chamado Caixa da segunda temporada do podcast Perdas e Danos conta a ligação entre a multinacional suíça e os porões da ditadura no Brasil.

Comprovantes

Notícias relacionadas:Ditadura como negócio: podcast revela quem lucrou com o regime de 64.USP confirma título Doutor Honoris Causa ao jornalista Vladimir Herzog.Apesar da atuação discreta, a gigante da indústria alimentícia deixou pistas do apoio dado ao regime de opressão no Brasil.

Como as contribuições feitas em nome da empresa, pelo executivo Gualter Mano, para o IPES, o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, um think tank conservador formado por empresários e militares e que ajudou a preparar o terreno para o golpe de 1964.

O Arquivo Nacional guarda os comprovantes das contribuições da Nestlé para o clube golpista.

Registros das contribuições do então presidente da Nestlé Brasil Gualter Mano, para o IPES. Foto: Arquivo Nacional/Divulgação

Mas há outros indícios deixados pela empresa que revelam as relações com o regime opressor e que ligam a multinacional a OBAN, a Operação Bandeirantes, o maior aparato de tortura e morte do regime militar, uma estrutura clandestina que serviu de laboratório para implantação dos DOI-Codi pelo país afora. 

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A participação da Nestlé está no registrada na página 330 do Volume 2 do relatório final da Comissão Nacional da Verdade.

“Ficou conhecido o banquete organizado pelo ministro Delfim Netto no Clube São Paulo (…) durante o qual cada banqueiro, como Amador Aguiar (Bradesco) e Gastão Eduardo de Bueno Vidigal (Banco Mercantil de São Paulo), entre outros, doou o montante de 110 mil dólares para reforçar o caixa da Oban (…) Também colaboraram multinacionais como a Nestlé, General Eletric, Mercedes Benz, Siemens e Light”.

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